21 de outubro de 2026

Governador Roberto Cidade acompanha ações contra queimadas e destaca redução dos focos de calor

O governador Roberto Cidade esteve, nesta quarta-feira (21/10), na sala de monitoramento do Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas (CBMAM), onde acompanhou as ações de combate aos incêndios florestais no estado. A operação mobiliza cerca de 1.500 servidores, entre bombeiros militares e brigadistas, mais de 100 viaturas e 18 aeronaves, com atuação em 36 municípios prioritários.

“Estamos vencendo mais uma batalha, mas a guerra vai até o final do ano, porque a gente não sabe como o tempo irá se comportar. O Governo do Amazonas está trabalhando incansavelmente para combater os incêndios, com muita dedicação e responsabilidade”, afirmou Roberto Cidade.

Os resultados já aparecem nos dados de monitoramento. Segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), foram registrados 1.372 focos de calor entre os dias 1º e 11 de outubro e 608 entre os dias 11 e 21, uma redução de 55,7%.

Manaus também apresentou melhora na qualidade do ar. No início da manhã desta quarta-feira, sensores do Sistema Eletrônico de Vigilância Ambiental (Selva), da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), registraram concentrações de material particulado entre 27,4 e 33,9 microgramas por metro cúbico (µg/m³) em diferentes pontos da capital. A classificação foi predominantemente moderada nos locais monitorados.

Reforço na operação

A estrutura aérea passou de 11 para 18 aeronaves, sendo 16 do Governo Federal e duas do Governo do Amazonas. A frota inclui oito aviões Air Tractor, duas aeronaves KC-390 e oito helicópteros.

A operação também conta com o apoio das Forças Armadas e de outros estados. O CBMAM iniciou a capacitação de 50 militares da Marinha do Brasil, que começam a atuar nesta semana nas áreas mais críticas. O Amazonas recebeu ainda 30 profissionais enviados pelo Governo de São Paulo, entre eles 25 bombeiros especializados no combate a incêndios e cinco integrantes da Defesa Civil estadual.

O comandante-geral do CBMAM, coronel Orleilso Muniz, destacou que a operação inclui investigação e repressão aos crimes ambientais, além do combate direto às chamas.

“Essa operação não é apenas de combate a incêndios, ela também envolve a investigação e a repressão aos crimes ambientais. Por isso, reforçamos que você não pode atear fogo em hipótese alguma. Quase a totalidade dos incêndios tem origem humana. Se você insiste em atear fogo, o Estado, por meio das polícias, irá identificar e responsabilizar todos aqueles que insistem em cometer crimes ambientais”, afirmou.

Fiscalização e prevenção

Entre as medidas adotadas pelo Governo do Amazonas estão a contratação de mais 153 brigadistas florestais, por meio do programa Floresta em Pé, a entrega de viaturas equipadas com kits de combate a incêndio e de equipamentos multimissão, além do monitoramento permanente das ocorrências.

A Operação Tamoiotatá atua em 13 municípios, enquanto a Amazonas+Verde realiza ações de combate aos incêndios em 33 municípios. Já a Operação Alerta Fogo fiscaliza o uso ilegal do fogo com apoio de drones e viaturas equipadas com internet via Starlink, com possibilidade de aplicação de multas e embargos.

Entre 1º de junho e 20 de outubro, o CBMAM contabilizou 3.789 ocorrências relacionadas a incêndios urbanos e florestais e atuou no combate a 23.527 focos, sendo 4.708 na capital e 18.819 no interior.

Como medida preventiva, o Estado estabeleceu a proibição do uso do fogo por 120 dias em todo o Amazonas, ressalvadas as exceções previstas em lei. Também foram decretadas situações de emergência por 180 dias em áreas afetadas por incêndios florestais e em todo o estado devido à estiagem, permitindo ampliar as medidas de resposta.

As ações incluem ainda atividades de educação ambiental, que alcançaram mais de 43 mil pessoas entre junho e agosto de 2026. O monitoramento por imagens de satélite, realizado pela Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema) e pelo Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam), auxilia na identificação de focos de calor e no direcionamento das fiscalizações.

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