A BR-319, rodovia que liga Manaus a Porto Velho e consequentemente ao resto do país foi inaugurada em 1976, completamente pavimentada, no entanto, no ano de 1988 foi fechada por falta de manutenção.
De lá pra cá, ou seja, há mais de 30 anos, o povo aguarda os reparos (pavimentação), principalmente no chamado trecho do meio, que vai do quilômetro 250 ao 656; trecho este que fica totalmente intrafegável e coloca em risco a vida de quem precisa por ela passar, durante o período de inverno amazônico.
Apesar de tantas promessas, discussões, audiências e atualmente a possível vontade do Governo Federal, parece que nós amazonenses ainda não vamos ver esse sonho se tornar realidade, isso porque, a briga é bem maior do que podemos mensurar.
Mesmo com todas as indicações de que a pavimentação da rodovia irá trazer benefícios sociais e econômicos para a região, parece ser insuficiente para convencer os órgãos responsáveis. Mesmo sabendo que não haverá desmatamento, uma vez que a rodovia foi aberta há mais de 40 anos, não conseguimos a tão esperada aprovação da licença ambiental.
No dia 24 de junho, o Governo Federal publicou um edital para a contratação de empresa que ficaria responsável pelas obras de pavimentação do lote C da BR-319. No mesmo dia, o Ministro de Infraestrutura, Tarcísio Freitas disse que até o dia 30 seria publicado o edital para o trecho do meio.
No entanto, em seguida, o Ministério Público Federal (MPF) pediu a suspensão do edital, alegando que os estudos de impacto ambiental do trecho não haviam sido concluídos.
Diante dessa ação, nos vemos mais uma vez com a esperança escapando pelos dedos. Como deputado pelo Partido Verde, sou defender da proteção ambiental, mas como amazônida e conhecedor das dificuldades do homem interiorano, que precisa de uma estrada para escoar a produção que passa metade do ano cuidando, enfrentando o sol castigante, para conseguir sustentar sua família sou completamente a favor da pavimentação da BR-319, que além de um direito de ir e vir do cidadão, é uma forma digna e fundamental para o escoamento dos produtos agrícolas produzidos na região, assim como, da produção da Zona Franca de Manaus, nosso principal modelo econômico. Como homem público e que conhece a realidade do interior, continuarei lutando para ver essa rodovia totalmente pavimentada e o sonho do cidadão amazonense de concluir uma viagem em segurança realizado.
Roberto Cidade
Presidente da Comissão de Transporte, Trânsito e Mobilidade da Aleam


